Arquivo de Categorias: Apontamentos

Rosa, rosa, rosae, rosarum, rosis, rosis

Mas não é óbvio que a escolha dos nomes para as vice-presidências do PS (os indefectíveis prelados António Costa e Carlos César, a sempre-em-pé-não-se-percebe-porquê Edite Estrela, os críticos colaborantes Vera Jardim e Maria de Belém) apenas confirma a irrelevância destes cargos? Um bombom aos incomodativos alegristas que, como todos os bombons, dura apenas o tempo de umas voltas dentro da boca mas acalma e ilude a acidez do estômago. O resto é e será apenas unanimidade, foguetório e complacência.

Depois de escrito este post, chamaram-me a atenção para o facto destas vice-presidências se referirem à direcção da mesa do Congresso e não à do Partido. A notícia do Público online da qual me servi – e que segue em link no corpo do post – dá uma versão diferente, mas aqui fica a precisão. De toda a maneira, não me parece que o alcance simbólico dos nomes referidos e a carga política que contêm se alterem apenas por se tratar de um organismo de responsabilidade mais limitada.

    Apontamentos, Atualidade

    Foucault e o falso Zola

    Foucault e a rua

    No prefácio a uma edição recente de Renaissance Self-Fashioning, o historiador da cultura (e não só) Stephen Greenblatt conta um episódio curioso ocorrido em Berkeley no ano de 1975. Michel Foucault, que acabava então de publicar o seu Surveiller et Punir, encontrava-se naquela universidade para leccionar um seminário semestral organizado pelo Departamento de Francês e divulgado aos potenciais interessados como sendo sobre a obra de Émile Zola. Greenblatt tinha pouco interesse por Zola, mas muita vontade de ouvir Foucault, e por isso inscreveu-se no referido seminário. No entanto, ao longo de todo o semestre, o filósofo não mencionou uma única vez o seu compatriota romancista. As sessões foram todas sobre o conceito de penitência na história da Igreja católica medieval, o que não parece ter caído mal em qualquer um dos inscritos. Na Europa à bolonhesa que nos cabe agora na rifa, com tudo previsto e aprovado para valer «créditos» destinados a oficializar «competências», esta sorte de golpe-de-rins já quase parece impossível.

      Apontamentos, Memória, Opinião

      O Expresso tresvaria

      O comissário desaparecido

      Num acesso de extremo ridículo, o Expresso compara a saída de Joana Amaral Dias da direcção do Bloco de Esquerda a uma purga à maneira de José Estaline. E para ilustrar o absurdo – num apontamento que intitulou de um modo supostamente irónico «Do passeio no Volga à Convenção do Areeiro» – nada melhor que relembrar a recorrente prática estalinista de fazer desaparecer dirigentes dos lugares que ocupavam no Partido, na vida e na história, ilustrando a referência com uma conhecida imagem manipulada na qual ocorreu o apagamento de Nicolai Yezhov, desta maneira apresentado como um mártir da liberdade. Saberá o relator anónimo de tal apontamento quem era o seu momentâneo herói Yezhov, mais conhecido por «o Anão», Comissário do Povo para os Assuntos Internos e responsável entre 1936 e 1938 pela chamada «Yezhovschina», a fase mais aguda do Grande Terror durante a qual centenas de milhares de comunistas e de quadros do Estado soviético foram torturados, executados ou, com um pouco mais de sorte, condenados a um exílio siberiano geralmente sem retorno? Yezhov ousou a dada altura chantagear figuras próximas do «Pai dos Povos» – começara mesmo a reunir material para chantagear o próprio Estaline – acabando por ser substituído pelo nosso bem mais conhecido Lavrentiy Beria. Foi executado em 1940. A analogia estabelecida pelo «semanário de referência» é demasiado absurda para parecer cómica. O Bloco lá terá os seus defeitos, mas não consta que Joana Amaral Dias tenha saído aos empurrões e sido enviada para uma abjecta masmorra. Ou apagada, credo!

        Apontamentos, História, Opinião

        De Ur a Alguidares de Baixo

        J. L. Saldanha Sanches disse a noite passada no programa de televisão da outra senhora que «não há obras públicas sem saco azul». Faz parte da ordem natural das coisas e não existe crise económica ou política antidespesista que a possa contrariar. É assim pelo menos desde o tempo dos sumérios e dos seus construtores de zigurates. Porque haveríamos nós de ser diferentes?

          Apontamentos, Devaneios

          It’s a Mad, Mad, Mad, Mad World

          Mad, mad, mad, mad world

          Obama «não tem a letra M nas suas iniciais». Não tem mas deveria ter. Sim porque «M poderia ser» o de Martin Luther King, o de Mahatma Ghandi ou o de Mandela. E também porque o M de Obama é, «à escala nacional», o M do Movimento Esperança Portugal, e, claro o de Marques, o seu Meritório presidente. Porque ambos concitam «dois grandes desígnios», que são «Esperança e Mudança». E é afinal no MEP – não esqueçamos, o prometedor partido de Laurinda «M» Alves («Quisque cursus ligula ut nunc»?) – que se reúnem, em Portugal, «aqueles que em conjunto com muitos outros deram a vitória a Obama». Tudo isto (e muito mais) é-nos revelado, «como o devido respeito» (como diria Manuel Monteiro, outro Maluco da política que também abusa do M), aqui na página oficial do MEP. [sigam ambos os links que não se arrependerão]

            Apontamentos, Devaneios

            Agradecido

            Óculos

            Comecei por sofrer de astigmatismo, o que me fez usar óculos desde os 10 anos. Aos 14 declarei profundamente inestético, e mau para aliciar mancebas, aquele apêndice de massa castanho-escura, tendo andado uma década ou mais sem tal objecto encavalitado no nariz. Depois dos quarenta apareceu a miopia. Assustei-me quando sem a graduação apropriada deixei de poder ler as tabuletas da autoestrada – por causa disso perdi-me certa vez em Moscavide quando devia ir a caminho de Huelva -, mas recompus-me com uma colecção de próteses para ver ao perto, ao médio e ao longe, desktops e palmtops, livros e filmes, jogos de campo, de sala ou de mesa. Jamais perdi, porém, a mania de ler as letras miudinhas das bulas dos medicamentos, das obras em papel de arroz, das notas de rodapé. Quem olha os meus ecrãs avisa-me sempre que estou a dar cabo da vista de tão pequenos se mostram neles os caracteres. Talvez por isso, irritam-me um pouco aqueles documentos – recebo-os quase todos os dias – que ampliam o texto a 140, a 165, a 200 por cento. É como se alguém me gritasse aos ouvidos. A quem possa ter esse desagradável hábito e me envie habitualmente dóques, erre-tê-éfes ou xiz-éle-ésses com o zoom elevado a tamanho para ceguetas, peço pois o grande favor de arrepiar caminho. Agradecido.

              Apontamentos, Etc.

              O taser de Taborda

              1500 Volts

              Um certo Sr. Taborda, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, acaba de chamar a atenção para a falta de segurança de quem ganha o seu pão a trabalhar com menores delinquentes. Acha mesmo que chegou a hora de discutir a hipótese de os trabalhadores dos centros educativos terem acesso a tasers – sim, aquelas armas de electrochoque de alta voltagem que paralisam o alvo humano ao actuarem sobre o sistema nervoso central. «Se calhar», disse aos jornalistas, «nas unidades residenciais fechadas há necessidade de as equipas terem meios de contenção para as situações mais graves». Se calhar, podemos conjecturar, Taborda ainda estará a tempo de fazer um estágio em Guantánamo ou Abu Ghraib. Servindo de alvo, naturalmente.

                Apontamentos, Democracia

                I beg your pardon?

                «Durante décadas, quando ser consumidor era praticamente o mesmo que ser comunista, guiávamos-nos todos por uma tabela que por cá nunca falhava: estrangeiro=melhor=mais caro. Quem fosse pobre ou tivesse um carinho fascista pela mediocridade, comprava nacional. Ou, pela calada, pedia a um fascista amigo para trazer do estrangeiro, onde era sempre mais barato.»

                Entre escrever isto e estar sosssegado, dos já não muito verdes anos «colhendo doce fruito», eu optaria, sinceramente, pela segunda hipótese. De livre e espontânea vontade, of course. A prosa bizarra é de Miguel Esteves Cardoso – de quem apreciei, e ainda aprecio, muita da escrita – e não é um bom augúrio para aquilo que o Público nos promete para 363 dias de cada ano. Oxalá me engane, pois assim por assim prefiro ler blogues ao pequeno almoço.

                  Apontamentos, Recortes

                  Xeque ao Boris

                  Boris Pasternak

                  O rumor circulava há já algum tempo, mas agora, escreve o ABC e faz eco o Público, parece que se confirma. Boris Pasternak apenas terá ganho o Prémio Nobel da Literatura de 1958 porque, em cima da data-limite para a divulgação do vencedor, a CIA fez um esforço para que um original do Doutor Jivago impresso em russo – o livro tinha sido proibido na União Soviética e no ocidente apenas saíra em italiano numa edição de Gingiacomo Feltrinelli – pudesse chegar, por vias tortuosas, às mãos dos membros da Academia Sueca. O derrotado na corrida foi nada mais nada menos que Alberto Moravia. De Pasternak conheço apenas o livro citado, que li com algum esforço depois de tanto ouvir falar do filme de David Lean, e também alguns poemas dispersos, fosforecentes e rapidamente esquecidos, mas parece ser mais ou menos consensual que não existe paridade, em termos de valor absoluto ou comparado, entre a obra de um e de outro dos autores. A Guerra Fria estava no seu auge e tudo servia, de ambos os lados, para tirar o tapete ao adversário. É preciso sublinhar, para se medir a dimensão da cartada, que Pasternak, falecido dois anos depois da atribuição do prémio que não pôde receber, jamais terá tido conhecimento do que realmente se passou. Uma nova edição do best-seller do autor laureado, «pela primeira vez traduzido do russo» cinquenta anos depois do seu lançamento, acaba de sair em Portugal pelas mãos da Sextante.

                    Apontamentos, História

                    ♪ É ou não é?

                    Rui Reininho

                    O Rui Reininho é, admito, um rapaz da minha geração. Ou é um rapaz, ponto – . –, pois sou ligeiramente mais velho e, posso apostar duas minis, enquanto ele aprendia a soletrar já eu multiplicava as dezenas. Talvez por isso me amolece ouvi-lo agora, do lado de cá do milénio, com rugas, cabelos brancos e a voz completamente fanada. A arfar quase tanto quanto eu quando subo três lanços de escadas. Transmutando uma cantiga parvinha e preguiçosa (as Doce, lembram-se?), numa canção pop triste e enorme. E 100% nocturna. É ou não é?

                    Música: Rui Reininho – Bem Bom [Companhia das Índias]
                    [audio:http://aterceiranoite.files.wordpress.com/2008/12/04-rui_reininho-bem_bom.mp3]

                      Apontamentos, Devaneios, Música

                      Cavaquista por 5 minutos

                      Bolo-Rei

                      Jamais me teria ocorrido, até à comunicação presidencial desta noite sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores e o lodaçal partidário que envolveu a sua aprovação, reconhecer publicamente que fui cavaquista durante 5 minutos. É a verdade, admito. Gestos públicos de honradez são, no meio, raros e por isso vistosos. Mas os 5 minutos em causa passaram muito depressa. E a peça encerrou com uma saída silenciosa do protagonista.

                        Apontamentos, Etc.

                        Feliz Natal, por acaso

                        Natal 2008

                        Independentemente da cantiga de Paulo de Carvalho e das delicadas questões de género que a frase evoca, durante algum tempo achei mesmo que «natal é quando um homem quiser». Em criança porque todos os dias eram um dia bom para receber uma prenda e olhar o céu, fazendo muita força para que acontecesse qualquer coisa de extraordinário. Anos depois, decepcionado já por nada acontecer e cometa algum cruzar o firmamento a anunciar o nascimento de um bebé chorão, a frase serviu de álibi para cumprir rapidamente os deveres familiares e partir a passar a noite com gente que queria transformar a festa cristã numa big party da fraternidade universal, com os trabalhadores do mundo inteiro unidos em torno de um imenso peru.

                        A partir de dada altura a data transformou-se, porém, num fardo, num tempo de deveres, e, sobretudo, numa fase do ano, acompanhada de chocalhos e campainhas, na qual se tornou socialmente difícil, sob pena de ser notado como excêntrico, exibir no rosto um sinal de contrariedade. O Natal, agora maiúsculo, deveria ser tempo de alegria obrigatória, no qual todos deveríamos esquecer a luta entre as forças do bem e as forças do mal, e embarcar eufóricos, cantando um Jingle Bells em todas as línguas, no trenó do senhor das barbas.

                        Compreendi finalmente que o Natal é quando os outros querem que seja, e não quando cada um de nós o deseja. E foi então que me começaram a pesar os cartões institucionais, empresarias ou pessoais – hoje quase sempre mensagens de e-mail ou ésse-éme-ésses remetidos a um undisclosed recipient – desejando uma «Feliz Natividade», uma «Óptima consoada», um «Santo», «Próspero», «Bom Natal». Claro que comemoro a data, troco prendas, desejo aos outros (e espero para mim, e agradeço aos amigos que me recordam nesta altura) festas muito felizes. Mas não é por ser o 25 de Dezembro. É porque calha todos termos esta noite um pouco mais livre que as outras.

                          Apontamentos, Memória, Olhares

                          Silly season II

                          Silly

                          Toda a gente lembra na altura o impacto da silly season, mas são menos os que dão o devido valor à sua sequela natalícia. Nesta época do ano multiplicam-se de novo as trivialidades, os desejos de «muita paz no mundo», as receitas de cozinha que zombam do controlo do colesterol e as reportagens sobre personalidades que supostamente devemos admirar por dedicarem parte da sua vida a tarefas caritativas e a eventos de sociedade.

                          Um bom exemplo encontra-se no número de Dezembro da revista Homem Magazine, em larga medida dedicado à figura mortalmente enfadonha e desengraçada de Carlos de Inglaterra. Leio a secção de «perguntas indiscretas» e sinto-me de novo em Agosto:

                          Pergunta: Conhecido ambientalista, por que razão o Príncipe de Gales conduz um Bentley e é proprietário de um Aston Martin?

                          Resposta: Não é escolha do Príncipe deslocar-se num Bentley. O automóvel é necessário para alguns compromissos por razões de segurança (…). Normalmente o Príncipe e a Duquesa da Cornualha deslocam-se num carro oficial, um Jaguar XJ Diesel. Também se desloca em carros diesel quando está no campo.

                          Pergunta: É verdade que o Príncipe de Gales tem sete ovos cozidos à mesa do pequeno-almoço, embora coma apenas um?

                          Resposta: Não é verdade agora, nem nunca foi.

                            Apontamentos, Devaneios

                            Uma canção de Natal

                            Bing Crosby

                            Uma das mais enfadonhas canções de Natal – que escuto sempre com uma certa sensação de entorpecimento físico e mental – é também uma daquelas que mais continua a ouvir-se como fundo sonoro dos corredores dos pequenos, médios e grandes centros comerciais para o mês de Dezembro. Tanto tempo depois de surgir, em 1942, no musical Holiday Inn (um filme só com brancos que a televisão portuguesa de canal único passou dezenas de vezes), White Christmas, de Irving Berlin, permanece, na voz branda e xaroposa de Bing Crosby – ou em outras mil versões –, como «sinónimo de Natal» e um dos temas fora do tempo que, a par da Silent Night ou de Let It Snow, somos forçados a ouvir até à náusea nas voltas consumistas que a quadra nos obriga a dar. Nada tenho contra o Natal e o seu «espírito», mas, honestamente, preferia vivê-los ao som de Paranoid.

                              Apontamentos, Devaneios, Música

                              Pronúncia do norte

                              A mais extrema miscigenação cultural já chegou aos nossos call-centers. Hoje atendeu-me uma menina da «assistência ao cliente» da Zon que combinava claramente, e com toda a tranquilidade, a fala da zona sul da cidade de Dnipropetrovsk com o mais lídimo sotaque tripeiro da freguesia de Santo Ildefonso. Para além de me ter falado umas vinte vezes da necessidade de «restauracionar» o software.

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                                Não há país como o meu

                                Mercedes-Benz

                                Hoje não fui «para Tábua», mas parei à beira da estrada para almoçar num daqueles restaurantes onde é sempre possível encontrar um certo e determinado padrão de português: aquele para quem os prazeres da vida não mudaram muito desde os tempos do Doutor Oliveira do Vimieiro. O bacalhau com todos continua a ser o bacalhau com todos, a Água das Pedras a Água das Pedras, o Benfica o Benfica, e o leitão da Bairrada o leitão da Bairrada. Parei pois a pileca num daqueles comedouros nos quais, logo à entrada, percebemos não estar na Finlândia ou em Singapura: homens morenos, de bigode farto e fato domingueiro, em idade de pré-reforma, as esposas com aspecto de esposas a quem o caro-metade apresenta sempre como «a minha senhora» (para não a confundirem com «a outra»), nem um único jovem à vista e meia dúzia de crianças com ar de quem espera desesperadamente por crescer para se livrarem daquela chatice domingueira.

                                Claro que eu ia também à procura do meu pleonástico lacãozinho, mais a sua pele crocante, mas tive um mau pressentimento quando vi à entrada um grande pano anunciar o «Convívio de Natal dos Amigos dos Mercedes». E mal entrei no estacionamento reparei no contraste entre a minha viatura utilitária amolgada do lado direito e a enorme quantidade de automóveis orgulhosamente reluzentes – prateados, brancos, pretos, grenás – da mesma marca da qual a Janis Joplin pedia ao Senhor um só para si («Oh Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz? / My friends all drive Porsches, I must make amends»). Mas sou um bocado distraído e não liguei. Lá dentro, contudo, percebi logo que a fauna era outra que não a costumeira: homens morenos, de bigode farto e fato domingueiro, em idade de pré-reforma, mas todos com os sapatos convenientemente limpos e reluzentes, as esposas com aspecto de esposas a quem o caro-metade apresenta sempre como «a minha senhora» (para não a confundirem com «a outra») ostentando vistosos colares de pérolas, nem um único jovem à vista e meia dúzia de crianças com ar de quem espera desesperadamente por crescer para se livrarem daquela chatice domingueira. O ruído era enorme, o cheiro a perfume era intenso, a única mesa livre ficava junto aos lavabos, e não tive outro remédio senão dar meia volta e partir à procura de outro poiso. Trauteando mentalmente: «Worked hard all my lifetime, no help from my friends, / So Lord, won’t you buy me a Mercedes Benz?». Não há nada como um domingo de chuva na estrada. E não há país como o meu.

                                  Apontamentos, Devaneios, Olhares