
O tema desta crónica impõe um reparo. De modo algum sou especialista ou estudioso das possibilidades, vertentes e consequências da inteligência artificial (IA), mas apenas um cidadão atento à sua crescente presença, olhando-a estimulado pelas possibilidades que oferece, mas também preocupado com os problemas que levanta. De todos, os mais perigosos serão, sem dúvida, a sua possível e arriscada autonomização em relação ao fator humano, bem como o seu uso pelas formas autocráticas e manipuladoras dos grandes poderes políticos e empresariais. Neste quadro, se não vejo como útil a contestação cega e passadista do seu uso, feita por quem apenas teme a novidade ou não sabe do que fala, também não aceito um entusiasmo acrítico perante algumas das hipóteses que abre.
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