
A par dos traços comuns desenvolvidos por sucessivas gerações nos domínios da história, da língua, da religião, das leis ou dos costumes, um dos instrumentos usados na construção identitária dos Estados-Nação, acentuada na Europa a partir do século XVI, foi a comparação com o comportamento dos outros povos. A sinalização das caraterísticas a estes apontadas recorreu sempre a duas atitudes: uma, maioritariamente negativa ou de incompreensão, vincava as diferenças, enquanto a outra as associava a um padrão consistente e constante, por vezes desenhado como caricatura ou fantasia.
ler mais deste artigo