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O outono do patriarca

fidelofilia

Não me sinto radiante com as recentes atitudes e declarações de Fidel Castro, nem tenho expectativa alguma em relação ao seu reconhecimento de «erros» pelos quais ao longo de décadas foi o primeiro responsável. E muito menos por ter agora declarado não ser exemplo a seguir, «porque nem na ilha funciona», o modelo de revolução pela qual se bateu e que ao longo de mais de quarenta anos talhou à sua imagem. Na verdade, o regime cubano pouco liga a tais fabulações e não dá o menor sinal de alterar as suas políticas no campo dos princípios, das liberdades e das políticas. Aquilo a que estamos a assistir é apenas a um processo visível de «diminuição cognitiva», erradamente tomado como acto de contrição. Um Castro assim dá pena. Deveria ter sido poupado no seu outono a este espectáculo triste e degradante. Haja alguém, entre os seus muitos amigos, que faça alguma coisa.

    Apontamentos, Atualidade

    Efeitos e causas

    fandango

    De cada vez que os grupos que contestam a existência legal das touradas dão sinal de si, os seus opositores, de peito feito e jaqueta assertoada, ou unhas afiadas e mantilha a condizer, entram a matar. Está-lhes na índole e por isso se compreende o tique. Aquilo que já não se aceita é que a comunicação social que lhes dá eco não interpele essa evidência: contra um sector de opinião que não gosta de braveza e se limita a emitir um juízo, procurando apoios para os seus pontos de vista, saem para a rua aos berros, farpas na mão, acusando os outros, os anti-taurinos, de «talibãs», de «fundamentalistas», talvez mesmo de bolcheviques encapotados (que são de longe os piores, como todo o mundo sabe). E ameaçando, velada ou explicitamente, irem-lhes às ventas se a ocasião se proporcionar. Um caso óbvio de não ver o argueiro em olho próprio.

    O último acto desta comédia foi da iniciativa do guionista e autarca ribatejano F. Moita Flores, que nos promete, contra a petição legislativa que vai propor à Assembleia da República medidas contra as corridas, e ao estilo a minha é maior do que a tua, «reunir 100.000 assinaturas em defesa da tourada». Na sua argumentação «progressista» – pois considera a tourada um factor castiço de «progresso» económico, societário, cultural e até gastronómico – refere a dado momento que os militantes anti-tourada, que tanto o estorvam e tanto o enervam, «fazem abaixo-assinados, procurando destruir sem compreender, protestar quando a verdadeira essência do seu protesto são as suas próprias consciências». Acaba no entanto por pôr o dedo na própria ferida, carregando até doer. De facto, trata-se aqui principalmente de uma questão de consciência. O resto, da tortura bárbara de animais à civilidade marialva, são efeitos desta, não causas.

      Apontamentos, Atualidade, Opinião

      Camarada

      maquisards

      Gosto da palavra camarada. Muito. E por isso me perturba vê-la abusada, banalizada. Como sílaba de um mantra. Como amparo desabrido de liturgias vãs. De futuros baços e autobloqueados. Já serviu a iniquidade, a opressão, a força bruta, a ordem exacta dos lugares sombrios. Já serviu o Mal. Mas também a solidariedade, a compaixão, a revolta e a esperança. Principalmente a esperança. Gosto de a ouvir na rua que é onde ela deve permanecer. Não em templates de comunicados de imprensa, orações de circunstância, missivas impessoais ou ordens de serviço. Gosto dela sem maiúscula. Rara e clandestina. Murmurada ou manifesta. Na rua, de onde jamais deveria ter saído.

      Camarade [I]
      TOCAR

      Camarade [II]
      TOCAR

        Apontamentos, Olhares

        Panem et Circences

        Imprudentes, ou então demasiado confiantes na letargia do povo e na força da polícia, as autoridades moçambicanas subiram, de uma assentada, o preço da luz, da água, do arroz e dos produtos de padaria. Ignoraram a velha máxima de Juvenal, com quase dois mil anos, acerca do papel do pão – e, como é sabido, também do circo – na conservação do respeito e da acalmia das populações.

        Recapitulando (e imaginando que os leitores e as leitoras deste blogue sabem forçosamente um pouco de latim…):

        […] iam pridem, ex quo suffragia nulli / uendimus, effudit curas; nam qui dabat olim / imperium, fasces, legiones, omnia, nunc se / continet atque duas tantum res anxius optat, / panem et circenses. […]

        (Juvenal, Sátiras, 10.77–81)
          Apontamentos, Atualidade

          Norma, a leitora

          Marilyn e Arthur Miller

          Não se tratou apenas uma intuição, suscitada por uma ou outra imagem de uma sensualidade menos óbvia e nitidamente mais despojada de Marilyn. Sempre me pareceu que o estereótipo foi exagerado e deformante – como todos os estereótipos –, além de francamente injusto. Indícios aqui e acolá. Em entrevistas que não eram de promoção, poses menos condicionadas pelo fotógrafo, informações a conta-gotas e transmitidas por portas travessas, vindas de pessoas que com ela um dia se cruzaram. Agora parece que se confirma: a menina Norma Jean não tinha apenas os diamantes como os seus melhores amigos. Gostava muito de ler e não correspondia bem ao protótipo da loura burra das piadas de subúrbio.

            Apontamentos, Cinema

            Desesperar é preciso

            discussão

            Sublinho Santiago López-Petit, em A Mobilização Global, enquanto penso nesta cultura do um contra o outro apresentada como único cenário do futuro sem esperança em nome do qual tudo nos é pedido.

            «Estamos sós face ao mundo. Ou, o que é o mesmo, interiorizámos aquilo que os nossos governantes nos repetem incessantemente: ‘a vossa situação depende apenas de vós mesmos’. E acreditamos que é assim. Temos nós próprios que sair do atoleiro, o que dito pelas palavras próprias da cultura empresarial significa que temos de nos avaliar continuamente. Contra nós mesmos, contra os trabalhadores dos outros países que se esfalfam por conseguir a mesma produção cobrando menos. Incerteza que gera insegurança, insegurança que produz medo. Medo do outro que é como eu. Medo do outro, que é estrangeiro, porque não é como eu. (…) O [novo] estado de natureza alastra como um mar enfurecido até cobrir-nos por completo.»

            E mastigo a certeza de que a esperança apenas pode nascer do desespero.

              Apontamentos, Democracia, Devaneios

              Indiferença

              mãos cubanas

              Há três dias parei para beber um café e desentorpecer as pernas numa estação de serviço da A2. No restaurante, um pouco acima de um cartaz que anunciava ao preço de 9,55 Euros um prato de macarrão com pedaços de bacon provavelmente atingidos por uma granada de fragmentação, um enorme monitor de LCD espalhava a imagem e a voz de Raul Castro. De farda completa e boné militar, dirigia-se ao cordato parlamento instalado em Havana para anunciar que o seu governo jamais perdoará aos «inimigos da pátria». Assim designa o regime cubano todos aqueles que perturbem a «ordem revolucionária», sejam eles carteiristas reincidentes ou vendedores ocasionais de doces caseiros, blogueiros autónomos ou gays que digam que o são, intelectuais que defendam a liberdade de expressão ou gusanos com dentes de ouro e simpatizantes dos republicanos. Todos iguais, todos «bandidos» que instigam à desordem. Com a voz mais ameaçadora que consegue emitir, o Castro mais novo mostra como se governa em regimes de partido único: ameaçando as pessoas comuns com a voz mais ameaçadora que se consegue emitir, usando os mecanismos da propaganda sem concorrência, mostrando que não pode haver lugar para as razões de quem pensa de forma diferente da única «justa». Mas ninguém levantou os olhos para o ouvir Castro, ali na estação de serviço. Um grupo de turistas chineses ria de alguma coisa. Uma família portuguesa engolia sandes de mortadela enquanto conversava aos gritos. Duas raparigas passavam de mão dada e com headphones nos ouvidos. No aquário, os peixes continuaram em silêncio. Eu bebi o meu café e segui viagem, a pensar em como em Cuba até a indiferença deve doer.

                Apontamentos, Olhares, Opinião

                Um exemplo

                abolir o capitalismo

                Os antigos administradores do BCP que vão agora a julgamento, acusados de manipulação de dados e de falsificação de documentos – mas «ilibados da acusação de burla», uma subtileza de recorte jurídico cuja clareza talvez por ignorância me escape –, podem até escapar a uma qualquer pena ou ser absolvidos. Por obra e graça de advogados de primeiro escalão, pelo arrastamento do processo nos tribunais ou mesmo por ausência de provas e evidência de boa-fé. Todavia, o Tribunal de Instrução Criminal deixou claro «que os arguidos não pretenderam obter benefícios pessoais ou causar prejuízos ao banco», o que deixa implícito poderem ser de menor gravidade os danos provocados no património dos pequenos accionistas, dos depositantes e da coisa pública. Como seria de esperar, em declarações ao Público, Filipe Pinhal, um dos ex-administradores, vincou muito bem este aspecto. Uma noção de honra pessoal ou de amor a uma instituição – neste caso a um banco, género de sentimento que escapa à minha sensibilidade poética – que se traduz um completo menosprezo pelo interesse comum. Revelá-la desta forma, às claras e sem qualquer vergonha, serve para que não esqueçamos ser esta, independentemente da caução legal que foi sendo associada muitos dos seus actos mais danosos, a lógica mais essencial do, «com vossa licença», capitalismo.

                  Apontamentos, Atualidade, Opinião

                  Devagarmente

                  summer in the city

                  Os seguidores mais vigilantes e as sectárias mais inflexíveis já repararam numa quebra apreciável no ritmo das actualizações deste blogue. Chegaram até mails sobre o assunto. Estou em condições de assegurar que não se passa nada que não possa relacionar-se com o Verão, este maldito calor e o inalienável direito dos trabalhadores a um pouco de preguiça. Assim seguiremos, devagarmente, até ao miolo de um Agosto previsível.

                    Apontamentos, Etc.

                    Ambição

                    biblioteca portátil

                    Não sou um sujeito venal. Não penso, como alguns banqueiros ou os jovens turcos, que «todos temos um preço», diferenciando-se os mais honestos apenas por ganharem menos do que os nada escrupulosos. Ainda assim, a alguém que me queira oferecer um utensílio destes, entregarei a alma de imediato sem exigir recibo. Ele sugere-me um salvo-conduto para a felicidade suprema – como se sabe, ela é leve e portátil – e essa não tem preço.

                      Apontamentos, Devaneios

                      A maior infelicidade

                      vazio

                      O autor de La Chute escreveu certa vez, em carta ao amigo Guy Dumur, que a suprema infelicidade não está em não sermos amados, mas sim em não amar. Em francês talvez soe melhor, se bem que de forma não menos dramática: «le plus grand malheur n’est pas de ne pas être aimé, mais de ne pas aimer.» Parece um paradoxo, mas percebemos que o não é quando admitimos que só quem construa expectativas pode também esperar. Ninguém incapaz de dar, de procurar, de crer mesmo sem ver, pode acolher o amor dos outros. E todos os dias conhecerá a infelicidade.

                        Apontamentos, Olhares

                        Cândido

                        Soldado norte-coreano

                        O comentador inocente parece francamente admirado durante o jogo de futebol Coreia do Norte – Costa do Marfim: «Mas os jogadores norte-coreanos jamais discutem um decisão do árbitro! Seja ela qual for!»

                          Apontamentos, Etc.

                          Waterloo II

                          Napoleão
                          Napoleão abdicando em Fontainebleau, óleo de Paul Delaroche (1841)

                          A desastrada participação da França no campeonato mundial da África do Sul está a assumir proporções tão grotescas quanto preocupantes. Os jogadores têm dramatizado a situação servindo-se de palavras fortes como «catástrofe», «traição» ou «desespero». Atitude que só lhes fica bem, uma vez que ninguém espera de um soldado derrotado que regresse a casa trauteando o Juanita Banana. Os jornalistas franceses agem em conformidade, dando eco à vergonha que cobre les Bleus, falando em «fim do mundo» e acusando tudo e todos. É normal esta dramatização, pois quando falta o circo a nação treme, e na pátria das barricadas há sempre que temer o pior. Afinal, foi em França que nasceu Nicolas Chauvin, o soldado do exército napoleónico que nunca se conformou com a derrota de Waterloo e, apesar de considerado um tanto aparvoado pelos seus contemporâneos, se tornou o primeiro chauvinista. De acordo com o Dicionário da Academia das Ciências, este passou a ser considerado «um personagem belicoso, dotado de um nacionalismo exacerbado e irracional.»

                          O problema é que esta espécie de doença atingiu agora quem tinha a obrigação de reduzir o futebol à sua dimensão de divertimento, mas prefere transformá-lo num problema de todos os franceses. Nicolas Sarkozy exigiu assim, nesta quarta-feira, que se apurem as «responsabilidades» pelo «desastre», anunciando um projecto de renovação do futebol no país que será da iniciativa do Estado. O presidente de todos os gauleses reuniu-se entretanto com o primeiro-ministro, François Fillon, com a ministra dos Desportos, Roselyne Bachelot, e com a secretária de Estado para o Desporto, Rama Yade, para «fazer um balanço da infeliz participação da selecção francesa» no Mundial. E pediu ainda, em comunicado oficial, «garantias aos ministros de que os responsáveis assumam rapidamente as consequências pelo desastre». Um precedente perigoso de transformação do futebol numa prioridade do Estado. Num assunto muito sério que deve ser sempre tratado de forma grave. Não vá o mundo pensar que a França é uma pátria de frouxos e que já não dispõe de um lugar central no concerto das nações.

                          Adenda: o outro lado do desastre [em francês; merci, SN e CGS]

                            Apontamentos, Atualidade

                            38 anos depois

                            As vítimas dos disparos dos soldados britânicos – causando 14 mortos e um número elevado de feridos – no incidente que ficou conhecido por Domingo Sangrento (Bloody Sunday), em Londonderry, na Irlanda do Norte, a 30 de Janeiro de 1972, foram agora consideradas inocentes de qualquer provocação por um inquérito oficial aberto há cerca de 12 anos. Este provou que as tropas britânicas de ocupação dispararam deliberadamente e sem qualquer aviso prévio sobre os participantes de uma marcha pelos direitos cívicos da minoria «católica» pobre e segregada. O acontecimento impôs uma escalda da violência no Ulster e transformou o «problema irlandês» numa das grandes preocupações internacionais da época. Um problema apenas parcialmente resolvido. Basta caminhar por certas áreas de Belfast ou de Londonderry para percebê-lo sem ser preciso perguntar a alguém.

                            [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JFM7Ty1EEvs[/youtube]
                              Apontamentos, Democracia, História

                              A caminho de Soccer City

                              matraquilhos

                              Bem sei que pode parecer um pouco cruel escrever isto, mas dói ver a forma como muitos dos emigrantes portugueses na África do Sul – a maioria originária do norte empobrecido da ilha da Madeira, onde pais, avós e bisavós penaram sob o regime de colonia – se comportam quando saem dos bairros onde moram e trabalham e são colocados à frente de uma câmara de televisão para falarem da «nossa selecção» e de «nós, portugueses». Um país antigo e desigual ressurge então das sombras, mesmo quando são jovens a darem a cara. Na maior parte dos outros destinos da nossa diáspora já não é vulgar depararmos com um número tão elevado de pessoas assim, parecendo arrancadas a uma canção de Max ou de Marante. Adivinham-se então as sucessivas gerações de exclusão e de trabalho, em fábricas ou pequenos bisenesses, que estão por detrás daquela felicidade efémera. Os bem-sucedidos, claro, não se vêem nas imagens dos engarrafamentos, da poeira nos sapatos e das vuvuzelas verde-rubras. Quanto aos repórteres no terreno, esses continuam mais preocupados em saber do interlocutor o que sente ele «ao ver Cristiano Ronaldo», se está ali para «apoiar os nossos jogadores», se acha que Portugal «vai ganhar». Tudo normal na aparência, embora um tanto tristonho. Mas nada que um final de tarde em glória no estádio de Soccer City, Joanesburgo, a 11 de Julho, não possa tornar irrelevante.

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                                Isto é crime

                                Havana

                                Acaba de sair uma compilação de textos de Yoani Sánchez, a jornalista dissidente cubana que edita o blogue Generación Y – no seu país este circula apenas em cd-rom ou pen drive – e ganhou em 2008 o prémio Ortega y Gasset concedido pelo diário El País. Cuba Livre é um testemunho expressivo do quotidiano da ilha, particularmente mordaz e convincente por mencionar detalhes que apenas pode narrar quem nela viva e nela participe dos mais elementares actos de sobrevivência, muitos deles obrigatoriamente ilegais mas imprescindíveis. Ou então quem sinta na pele a privação da liberdade, particularmente experimentada pelos que, como Yoani, se esforçam todos os dias por contorná-la e combatê-la. A páginas tantas: «Entre as melhores definições de “liberdade de expressão” conheço uma herdada de um amigo que dizia: “Um país onde uma pessoa pode parar num cruzamento e gritar ‘aqui não existe liberdade de expressão’ é exactamente um lugar onde ela existe.” Por isso tive vontade de me pôr no meio da rua e começar a dizer qualquer coisa, para demonstrar que entre nós não é possível sequer pronunciar o começo da frase.» Ou mais adiante: «Não tomaste o comprimido vermelho nem o outro azul… mas hoje levantaste-te e a realidade parece pura ficção. Reexaminas o jornal para retirares aquele sabor a falso e verificas, lendo o Granma, que o fictício foi oficialmente instituído.» Escrever e publicar textos desta natureza, que em grande parte do mundo não passariam de inocentes desabafos, representa na vida de Yoani, como na de qualquer cubano insulado com a sua atitude, um indício grave de crime ou de traição. [Yoani Sánchez, Cuba Livre. A arte de sobreviver a Fidel Castro. Trad. de Maria Irene Bigotte de Carvalho. Casa das Letras, 236 págs.]

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                                  Subitamente em Reiquejavique

                                  De regresso à Islândia, mas desta vez deixando em paz o vulcão de nome impronunciável. Em Reiquejavique, para além dos partidos tradicionais, o novo Besti Flokkurinn («O Melhor Partido») participou nas recentes eleições autárquicas. Foi criado em 2009 por Jón Gnarr, um dos humoristas mais populares do país, para brincar com a ausência de novidade nas propostas dos outros partidos. Muitas das suas promessas eram propositadamente ridículas: abrir uma filial da Disneylândia na cidade, banir o consumo de drogas no parlamento nacional até 2020, dar toalhas de graça nas piscinas, trazer um urso polar para o zoológico local, erguer portagens para aceder aos bairros dos ricos, colocar sapos no lago do centro da cidade e povoar os parques com esquilos. Só que a votação decorreu neste domingo e… O Melhor Partido ganhou em Reiquejavique. Quase 35%, contra os 33% do velho Partido da Independência, a segunda força mais votada. Jón Gnarr será agora o presidente da câmara da capital do país, chefiando uma coligação com os social-democratas. As expectativas, claro, são altíssimas. E a Europa treme com o exemplo.

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                                  Serão consideradas abusivas quaisquer conexões que possam ser estabelecidas entre este post e o imediatamente anterior.

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