
Vivemos um confronto de amplitude e intensidade sem precedentes nas cinco décadas da nossa Terceira República. Ele não se limita à expressão verbal e nas urnas das diferenças políticas, natural e necessária em democracia, mas liga-se sobretudo a uma tentativa de subversão do regime e das formas mais essenciais do convívio social. Esta traduz-se na atividade antidemocrática de um setor que visa alcançar o poder e instalar uma ordem autoritária, servindo-se para o efeito de mecanismos e processos oferecidos pela própria democracia. Tem um rosto visível, o do Chega e do seu líder, mas integra também grupos, alguns de natureza criminosa, que aceitam ou levam ainda mais longe os seus objetivos e a sua retórica incendiária.
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