Isto não pode ser a América

Reencontrei há dias uma piada antifranquista, criada nos anos que se seguiram ao final da Guerra Civil de Espanha, que exprime uma espécie de humor trágico, mas ao mesmo tempo possuidor de uma forte carga de esperança, protagonizado pelos derrotados que acreditam ter a razão histórica do seu lado, por oposição aos que foram os vencedores de ocasião: «Perdemos as grandes batalhas, mas ficámos com as melhores canções». Esta imagem pode ser replicada sempre que abordamos as perspetivas da história que não consideram o caráter temporário de todos os equilíbrios políticos, entendendo, de uma forma completamente redutora e ingénua, o seu próprio presente como eterno. ler mais deste artigo

    Atualidade, História, Opinião

    As batalhas da história e o «presentismo»

    Ocultar ou desfigurar o passado para moldar o presente é uma velha prática que dispõe hoje de novas armas. Henrique IV de França ordenou no Édito de Nantes que os episódios das Guerras de Religião opondo católicos e protestantes fossem «apagados e adormecidos como coisa não acontecida», assim procurando rasurar um passado incómodo. O relato da Guerra Civil divulgado na Espanha de Franco impunha a representação de um confronto entre «bons espanhóis» e «perversos republicanos», separando os que mereciam a glória dos que deveriam ser esquecidos. O Kremlin faz agora por apagar a feroz repressão do tempo de Estaline, convertendo este em herói de um destino imperial da Rússia que Putin deseja recuperar. O trabalho de moldagem do passado pode até nem requerer essa intervenção direta do Estado: nas democracias contemporâneas as estratégias são mais insidiosas, sendo muitas vezes os próprios meios de comunicação social privados a disseminar formas parciais ou enganadoras de passado. ler mais deste artigo

      Atualidade, História, Memória, Olhares

      Entre o passado e o futuro

      De «La Chinoise» (J.-L. Godard)

      Uma destas noites sonhei que voltara ao passado, mas que o fizera de um modo calculista. Fora lá roubar, para usar nestes dias sombrios de inverno, aquilo que ele tinha de melhor. Não a juventude necessariamente insensata ou a energia desmedida, que recordo sem grande nostalgia e para as quais, à medida que as fui perdendo, fui achando alternativas. Também não fui lá buscar as memórias, mesmo as melhores, pois sei que elas têm sempre a forma de fábulas que embelezamos. Afinal, nesse passado fui tão feliz e tão infeliz quanto o sou hoje, ainda que em escalas e por motivos diversos. Naquele «sonho adormecido» – usando o termo cunhado pelo filósofo Ernst Bloch – fui recuperar outra coisa, que permanece perpétua, transcendendo o curto tempo de vida que sempre nos cabe. Falo da absoluta crença na possibilidade de construir um mundo melhor, e também da vontade de transformar a realidade, sabendo que nelas se misturam, em partes desiguais, a imaginação da utopia e a imersão nessa dose de realidade que sempre a confronta. ler mais deste artigo

        Heterodoxias, História, Olhares, Opinião

        Partidos e opinião «antipartidos»

        Fotografia de José Calheiros

        Para não ser mal interpretado logo no primeiro parágrafo, esclareço que de modo algum participo da retórica contra os partidos próxima de um certo padrão de senso comum. Determinada pela despolitização ou pela ignorância, e alimentada pelo autoritarismo, ela insiste em tomar a parte pelo todo, acusando-os dos maiores desmandos. Muito pelo contrário, com os defeitos e qualidades inerentes ao humano, considero-os absolutamente indispensáveis ao funcionamento da democracia. Justamente por isso, excluo da sua defesa aqueles que caucionam sem reservas regimes de partido único, pois sem o contrapeso do contraditório estes abrem-se a todas as perversões, transformando-se em instrumentos de coação da liberdade. ler mais deste artigo

          Atualidade, Democracia, Opinião

          As humanidades e o pensamento crítico

          Fotografia de Miroslaw Hobora

          As humanidades (a literatura, a história, a filosofia, as artes, a teoria musical, entre outras), e também, ainda que em escala só ligeiramente menor, as ciências sociais (como a sociologia, a psicologia, a antropologia, a ciência política ou o direito), fazem parte daquele território de saberes e de modos de reconhecer o mundo que tem vindo a ser crescentemente desvalorizado nas sociedades assentes no poder do dinheiro e no fetiche da produtividade. Longe vai o tempo do prestígio e da influência política do «homem de letras» – quando quase apenas homens as possuíam – e da intervenção dos intelectuais. ler mais deste artigo

            Democracia, Ensaio, Olhares, Opinião

            A esperança contra a indiferença

            Fotografia de Sándor-Zsolt Fazekas

            A História não se repete. Foram há muito superadas as teorias de Danilewski e de Spengler que a julgavam apoiada em rígidos e inevitáveis ciclos civilizacionais, e mesmo a mais moderada ideia de Arnold Toynbee, para quem a obrigatória repetição dependeria um pouco mais do fator humano, está hoje descartada. Aquilo que se rejeita nessas doutrinas não é, no entanto, a possibilidade de determinadas situações da vida das sociedades se poderem assemelhar, mas a noção de tal acontecer de forma regular e implacável. Como se estas fossem regidas por um destino, por um fado, que as determina. ler mais deste artigo

              Atualidade, História, Olhares, Opinião

              Agradecer basta

              Fotografia de Anna Ivanina

              É justo e de bom-tom agradecer algo que nos dão ou um serviço que nos prestam, por mais insignificante que este seja. Pode ser uma convenção, mas não o é apenas: representa sempre um gesto de cortesia e de civilidade que sela uma espécie de pacto de entreajuda entre pessoas que se entendem e respeitam. E é também o reconhecimento do esforço do outro. Sempre o fiz e continuo a fazer, mas o inverso – agradecerem-me por aquilo que ofereço a alguém – tem vindo ultimamente a ocorrer cada vez menos vezes, em especial com interlocutores que detêm uma conceção utilitarista da vida social ou têm dos outros uma imagem instrumental. ler mais deste artigo

                Atualidade, Olhares, Opinião

                1917: o céu, o inferno e a esperança

                Cartaz de Aleksandr Rodchenko

                Devido à passagem do seu centenário, a Revolução de 1917 – a de Fevereiro, que derrubou a autocracia czarista e implantou um regime democrático incapaz de solucionar os graves problemas e conflitos que atravessavam a Rússia, e principalmente a de Outubro, que abriu caminho, através da intervenção dos bolcheviques, para a primeira grande experiência socialista da História –, está a ser objeto de uma atenção particular. Acontece por todo o lado, dada a repercussão histórica do acontecimento, das alterações políticas que determinou, e das hipóteses que projetou e continua a projetar. Aqui também, naturalmente.

                Uma grande parte dos artigos de jornal, dos textos de opinião, das comunicações académicas, dos suplementos de revistas, das intervenções em sessões de evocação, observa-a, porém, a partir de posições extremas. Sejam aquelas marcadas por uma rejeição absoluta, de pendor fortemente anticomunista e, de caminho, voltadas contra toda a esquerda – veja-se o que aconteceu em Portugal com as insólitas acusações de «bolchevismo» lançadas a propósito da constituição da atual maioria parlamentar –, ou inversamente, numa posição puramente celebratória e muitas vezes nostálgica das experiências do antigo «socialismo real», cantando panegíricos e omitindo erros colossais. Retomando até leituras ultrapassadas, sem um esforço crítico de análise ou atenção à investigação histórica recente. ler mais deste artigo

                  Atualidade, Democracia, História, Memória, Olhares

                  Incendiários da palavra

                  Fotografia de Alex Gaidouk

                  É nos momentos mais duros e difíceis da vida coletiva que se pode ver a grandeza daqueles que nela assumem as maiores responsabilidades. Mas também a torpeza de alguns deles. Sob a tirania, em condições de guerra ou quando ocorrem catástrofes naturais, há sempre os que se unem, muitas vezes a partir de posições e de escolhas diversas, ou mesmo contrárias, para, diluindo momentaneamente as maiores diferenças, superar da melhor maneira possível aquilo que a todos atingiu. Em França, o combate clandestino da Resistência contra o invasor nazi constituiu um exemplo histórico maior dessa grandeza, aproximando os franceses amantes da liberdade e da terra-mãe, de comunistas a conservadores patriotas, para lutarem por esse bem maior que era a derrota militar do ocupante. ler mais deste artigo

                    Atualidade, Democracia, Opinião

                    Eleições autárquicas e défice democrático

                    Dadas as suas condições específicas, as eleições autárquicas estão, por vezes, associadas a limites que podem relativizar bastante o sentido democrático dos seus resultados. Por um lado, a personalidade ou a imagem pública dos principais candidatos tem com frequência uma influência desproporcionada nas escolhas dos eleitores, sobrepondo-se muitas vezes ao compromisso político que estes assumem e que, esse sim, deveria ser decisivo. Por outro, o peso dos partidos tem localmente, também demasiadas vezes, uma dimensão identitária que secundariza em boa medida a sua natureza ideológica ou programática. Estas duas condicionantes, aparentemente contraditórias, mas em certos casos complementares, produzem duas distorções muito comuns. ler mais deste artigo

                      Atualidade, Cidades, Democracia, Opinião

                      Em quem voto (em Coimbra)

                      1. Tenho escrito sobre a decadência real da cidade onde moro e onde passei a maior parte da minha vida. Aquela que, ao contrário da ilusão que é mantida, passou de 3ª a 15ª do país. Apesar das potencialidades que contém, nas mãos do velho «bloco central» – que aqui perdura, pois, dadas as escolhas locais do PS e do PCP, não há «geringonça» possível em Coimbra – a cidade tem-se arrastado numa gestão à vista que a tem feito perder futuro e importância, deixando os seus habitantes numa vida real de letargia, cruzada por momentos de «pão e circo». Por isso me parece importante mudar ou, pelo menos, conter a discricionariedade arrogante da habitual governação da cidade.

                      2. Nas anteriores eleições autárquicas apoiei o movimento Cidadãos Por Coimbra, que agrupou militantes do Bloco de Esquerda e do MAS, bem como muitos cidadãos independentes, alguns deles ex-militantes do Partido Socialista. Esse apoio foi mantido, mas admito que foi esmorecendo um pouco. Cedo comecei a encontrar uma excessiva concentração na gestão do quotidiano da cidade, em detrimento de uma intervenção que, obviamente sem a ignorar, se voltasse mais para a construção de um projeto e de um desígnio. Não retirei o meu apoio, mas por essa razão – e também por motivos da vida profissional – fui estado menos presente nas iniciativas do CPC.

                      3. Por isso, quando há alguns meses o movimento viveu uma crise interna, que acabou por conduzir à saída formal ou informal de muitos dos seus fundadores e ativistas, decidi não me pronunciar. Não porque não tivesse uma posição, mas porque me pareceu mais correto (ou honesto, se preferirem), dado ter-me distanciado, não reaparecer apenas num momento difícil para debitar esta ou aquela posição. Continuo a considerar que essa divisão enfraqueceu o movimento, se não em número de votantes – isso veremos apenas no domingo – pelo menos em massa crítica. E que talvez pudesse ter sido evitada.

                      4. Entretanto a perspetiva crítica que atrás referi manteve-se, se não se acentuou até um pouco nos últimos meses. Não entendo a política autárquica, sobretudo em cidades como esta, com as suas caraterísticas sociológicas e a sua dimensão real e simbólica, como devendo centrar-se quase essencialmente na gestão quotidiana da vida das pessoas, dos problemas, das necessidades, devendo antes ir mais além, num sentido mais assumidamente político, claramente ambicioso, que possa mobilizar mais pessoas. E, de uma vez por todas, constituir uma alternativa. Ser mais do «por» que do «contra» e pensar sempre em grande.

                      5. Manter estas reservas não significa, porém, um estado de indiferença em relação às eleições do próximo domingo. Mesmo conservando algum distanciamento crítico, reconheço no atual CPC uma alternativa válida. Sobretudo por que é essencialmente composto por homens e mulheres que não têm da política local uma visão instrumental, que não se servem em vez de servir, que não se fixam em dogmas e vínculos a interesses, e que sei irão ter, nos lugares eleitos, uma atitude atenta e combativa, capaz de conter as dinâmicas autoritárias e de grupo das forças que provavelmente irão gerir a autarquia. Apontando para uma cidade outra e melhor, não sufocada pelos mesmos de sempre.

                      6. Por isso, neste domingo irei votar nos Cidadãos Por Coimbra. Se for eleitor/a na cidade e concordar comigo (e se discordar um pouco também), proponho que faça o mesmo.

                        Cidades, Coimbra, Democracia, Opinião

                        Ay, Catalunya

                        Não sei dizer em que momento, no imaginário de uma parte importante da esquerda ocidental, a ideia de uma Catalunha independente ganhou um lugar próprio e claramente positivo. Talvez a procura dessas raízes possa um dia tornar-se assunto para uma tese académica. Mas é evidente que o papel ocupado pela região catalã na história do movimento operário do século XIX, e depois na memória heroica da Guerra Civil espanhola, representou a dada altura um fator importante para essa entrada, a par de Cuba, do Vietname, da Palestina, da Irlanda do Norte, do País Basco ou das antigas colónias portuguesas, no panteão onde se encontram os casos de um «nacionalismo justo». Totalmente diverso daquele outro, usualmente defendido pela direita política e assente na ideia de Pátria, que não fala em nome dos povos, mas sim das elites dirigentes. ler mais deste artigo

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                          Coimbra em tempo de autárquicas

                          Fotografia de Alberto Guerrero

                          As eleições autárquicas servem para confrontar projetos de futuro, não apenas para passar uma carta branca a quem for eleito para gerir localmente o poder. Isto significa que nas campanhas deveriam ser as ideias para a vida partilhada na sua casa comum pelos residentes, e não tanto os rostos tratados com Photoshop ou as lealdades políticas, a servir de mote ao debate e a determinar as escolhas. Partidos e movimentos de cidadãos, sendo indispensáveis como parte do sistema democrático, deveriam sempre visar esse propósito, contribuindo para esclarecer e mobilizar um voto informado e construtivo, e transformando toda a eleição na etapa inicial de um compromisso permanente com os eleitores. ler mais deste artigo

                            Cidades, Coimbra, Democracia, Opinião

                            O outro negacionismo

                            As botas de Estaline.
                            Restos da estátua derrubada em 1956 em Budapeste

                            Negar ou desculpar, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos, os crimes numerosos, continuados e em muitos casos brutais do estalinismo, o original e as suas variantes, pode ser feito com intenções diversas daquelas invocadas pelos que negam os horrores do nazismo e dos vários fascismos, mas tem, no plano político e no campo da ética, rigorosamente o mesmo valor. Ainda que as razões de cada um dos dois modelos centralistas e repressivos do século passado tenham sido diferentes, e, sem dúvida, em alguns casos foram até opostas, ambos assentaram na consideração da vida humana como algo de instrumental e descartável, colocado sempre na dependência dos seus projetos de engenharia social e de manipulação do tempo histórico. ler mais deste artigo

                              Democracia, Direitos Humanos, Heterodoxias, História, Memória

                              Medo e liberdade

                              Amigos sinceros, combatentes, por vezes com provas dadas de militância em causas e momentos decisivos, algumas vezes em horas bem difíceis, quando foi preciso correr riscos e suportar as consequências da escolha, apesar de não aceitaram as proclamações daquele lado da esquerda que não se exime de defender «ditaduras justas», calam-se ou recuam demasiadas vezes na afirmação das suas posições. Por medo de consequências pessoais se o não fizerem. Por medo, repito. Não de serem presos ou silenciados, obviamente, pois vivemos em democracia, mas de serem incomodados, isolados ou, pior, confundidos com a direita, pois uma das estratégias dessa gente, com décadas de triste tradição, consiste precisamente em classificar tudo o que divirja dos seus dogmas de ser «objetivamente de direita». O que lhes peço é que persistam, que não temam, que não se verguem ao medo e ao silêncio. Que falem de forma tranquila mas assertiva, substantiva, sólida – mas também emotiva, quando for preciso – em nome da sua consciência, de uma justiça justa e do bem essencial da liberdade. Ser de esquerda também é, ou essencialmente é, isto.

                              Publicado originalmente no Facebook

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                                Empirismo e conhecimento

                                Quem se dedica profissionalmente a temas de história ou de ciência política que se ocupam do mundo contemporâneo sabe que tem, frequentes vezes, de escutar pessoas que acreditam, pelo facto de terem vivido determinado tempo, ou lido dois ou três livros sobre o tema, saber mais deles que aquelas que os estudam durante anos e conhecem trabalhos atualizados. É a lógica oca da «universidade da vida». Costumo contar este episódio: certa vez, depois de ter terminado a minha intervenção numa conferência sobre o movimento estudantil nos anos 60/70, veio ter comigo uma pessoa do público que me disse mais ou menos isto «gostei muito da sua intervenção, mas olhe, nada do que disse é verdade, porque eu estive lá e sei que não foi assim». A minha reação foi convidá-la para um café e explicar-lhe onde tinha ido buscar a dose de verdade documentada com a qual se confrontava a sua longínqua memória. No final deu-me razão e pediu desculpa. Disse-lhe que não tinha nada de pedir desculpa, pois não tinha a obrigação de saber aquilo que eu sabia por esforço próprio e dever de ofício.

                                Publicado originalmente no Facebook

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                                  Hipocrisia e oportunismo

                                  Não sendo mais-que-perfeito, tenho uma a atitude social que considero positiva. De início, provavelmente por atavismo. Depois por educação, escolha política e motivos de natureza ética. Consiste em tratar os outros sempre da mesma forma, independentemente da sua condição social ou lugar profissional. Tratar o rico e o pobre, o presidente da junta e o varredor, o general e o soldado, homens e mulheres, de modo idêntico, sempre o mais democrática possível. Procurando, salvo quando o interlocutor não age da mesma forma, fazê-lo de maneira afável e respeitosa. ler mais deste artigo

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                                    Não queiras para os outros…

                                    Como aceitar cegamente uma teleologia que se apresente como capaz de explicar e determinar o sentido da História, ou mesmo a mera possibilidade de desenhar um programa político de aplicação universal? Quase todos conhecemos o suficiente do percurso da humanidade para saber que aqueles que o tentaram fracassaram rapidamente ou a prazo. Mesmo os que morreram pensando que o haviam conseguido. Tiranos e democratas, honestos e patifes, sábios e ingénuos, todos os que defenderam e procuraram aplicar projetos dessa natureza – invariavelmente apoiados em regimes musculados, em formas de pensamento único e na repressão da divergência – falharam rotundamente. Não sem antes disseminarem, em nome dos princípios salvíficos que proclamaram, sinais de infelicidade, desigualdade e opressão. ler mais deste artigo

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