O político histriónico, veneno da democracia

Na antiga Roma, histrionis começou por ser todo o ator que representava farsas, mas cedo passou a designar um tipo próprio, caraterizado por exibir em cena um excesso de palavras, de timbres e de gestos que diferenciava a sua personagem das demais. Aplicada a este tipo de comediante, o sentido da palavra «histrião» manteve-se até hoje, embora com cambiantes segundo o momento histórico e o lugar. No período medieval, por exemplo, referia o artista itinerante, ou o jogral, que se apresentava, geralmente com estrépito, em cortes, praças e adros. Divertindo, cativando ou atemorizando, não raras vezes ao expressar pela sátira desgostos e dúvidas partilhados com a assistência.
(mais…)