A complexidade de tudo acima de tudo
Se alguém um dia me perguntar o que de mais importante aprendi nesta vida, tenho a resposta preparada há muito. Não foi o conhecimento útil e inútil (do qual tanto gosto e que cultivo) que fui obtendo, continuo a procurar, divulguei e por vezes ajudo a produzir. Também não foi a beleza e a diversidade dinâmica do humano, que transcende em muito o peso da maldade, da desigualdade e da desgraça. Nem foi mesmo a compreensão do valor da música, para mim tão vital e omnipresente quanto o oxigénio. A mais importante das coisas, que contra ventos e marés tenho procurado praticar e transmitir a quem me escuta ou lê, é a perceção da complexidade de tudo. Absolutamente de tudo, incluindo-se aqui a das formas de fé, sejam elas as religiosas ou as formalmente laicas.
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