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Memória do tango

tango

Ao ver uma pequena multidão de jovens turcos revoltosos a dançar o tango em plena Praça Taksim, lembrei-me deste post escrito há sete anos. Quando a minha e a nossa vida (e, talvez, também a deles) era um pouco menos preocupada.

Por considerá-lo imoral, em 1910 o governo argentino decidiu proibir o tango. Nessa época eram extremamente populares tangos com títulos másculos, como «Esta noche me emborracho» e «Metele bomba», ou bastante ordinários, como «Tocamelo que me gusta!», «Dós sin sacarla», «Dejamelo morir adentro» e «El 69», o que não é de admirar pois o local de eleição dos tangueros e das suas acompanhantes era então a sala comum do prostíbulo. Devido àquela medida profilática, renovada algumas vezes até à década de 1950, foram muitos os dançarinos e orquestras de Buenos Aires e de Rosário que se viram forçados ao exílio, levando a música do bandoneón até Nova Iorque, Paris, Londres ou Berlim. Aí foi depurado, maquilhado, transformado em espetáculo de sociedade, retornando a casa mais maduro e asseado como «pensamiento triste que se baila». Mas jamais perdeu o odor canalha e pouco conforme a uma vida sossegada. Afinal, Carlos Gardel, El Morocho, o mais famoso dos seus cultores, fez a maior parte da carreira a cantar com uma bala alojada num pulmão, e essas coisas não se apanham com correntes de ar.

    Apontamentos, Cidades, Música, Olhares

    Chamam um táxi à Álvaro Cunhal

    Álvaro Cunhal

    A partir deste sábado Lisboa passa a contar, junto da Quinta das Conchas, ao Lumiar, com uma Avenida Álvaro Cunhal. Têm-se multiplicado as palavras de aprovação ou de impugnação perante esta iniciativa, numa lógica de frágil debate e de forçada comparação que perde o sentido se observarmos a grande variedade das referências toponímicas a cidadãos que foram políticos e estiveram associados a diferentes convicções, o que é próprio de um país com história e que vive em democracia. Não atribuindo demasiada importância a este tipo de querela sobre o passado comum, concordo em absoluto com esta escolha aprovada formalmente pela Câmara lisboeta. A meu ver, ela justificaria até uma artéria ou uma praça mais central, na qual a designação e a memória do evocado se pudessem tornar mais visíveis e marcantes. Uma rua ou uma praça que percorressem regularmente muitos milhares de lisboetas e forasteiros, por onde pudesse passar a Volta a Portugal em Bicicleta, onde fosse possível marcar encontros amorosos e expressar em alta voz a vontade ou o protesto coletivo dos cidadãos. (mais…)

      Biografias, Cidades, História, Memória

      O rapaz que olhava os navios

      Memória, ensaio e elegia, eis um livro escrito como história afetiva da cidade que o autor crê habitada «de ruínas e de melancolia». Escolheu observá-la a partir dos sinais de um passado que é o da sua infância e primeira juventude, fazendo-o acompanhar de recordações familiares, fotografias a preto e branco, livros e jornais envelhecidos. Por todo o lado o hüzün, uma variedade de melancolia, de tristeza, aplicada aos istambuleses que padecem de um sentimento de perda por viverem num lugar cujos dias de glória acabaram. Não se trata, porém, de um exercício meramente nostálgico, pois Istambul não foi apenas o território físico de Pamuk: foi também a casa-mãe da sua imaginação, um espaço com o qual manteve sempre uma identificação poética, o observatório privilegiado para a sua percepção das mudanças do mundo. (mais…)

        Cidades, Leituras, Memória, Olhares

        O nosso Havana Style

        Havana

        A decrepitude é um dos mais visíveis sinais da arquitetura civil da cidade de Havana. Há quem nela veja as marcas de uma certa honradez, exibida por quem prefere a caliça a esboroar-se e a água a pingar do teto a ver o regime mudar de azimute aceitando que nem tudo correu bem. Outros chamam-lhe patine, ligando-a à nostalgia da certa grandeza perdida. No entanto, para quem a habita, ela só seria verdadeiramente boa e aceitável se existisse uma possibilidade de escolha, ou pudesse considerar-se a vaga hipótese de mudar para um apartamento pintado de fresco, sem humidade e soalhos a ranger. Se pensarmos em como tanta gente se vê forçada a viver a vida inteira, cruzando aquele cenário de pobreza e decadência a pé ou em viaturas Buick ou Oldsmobile dos anos cinquenta, logo diluiremos a perspetiva romântica da Bela Havana que nos chega em bilhetes-postais selados com o rosto de José Martí. Trata-se afinal de uma beleza desconsolada, que lacera mais do que empolga, como o demonstra a vasta literatura habanera capaz de escapar à previsibilidade do diário Granma e aos estereótipos dos folhetos turísticos. (mais…)

          Atualidade, Cidades, Olhares

          Vai então, Scott

          A passagem do tempo é danada e por isso estão a acontecer tantas mortes de pessoas com quem aprendi a fábula do mundo. No verão de 1967, eu era um pré-adolescente que vivia numa pequena vila de província onde nada acontecia de imprevisto ou de incompreensível. Entretinha-me por isso, como muitos outros em lugares idênticos, a imaginar vias de escape, vidas possíveis, menos frágeis e mais excitantes, alternativas de cidades, hipóteses de estradas, remixes de ambientes onde tudo fosse obrigatoriamente diferente da monotonia pequena com banda sonora de fado plangente e zumbido de moscas. Os cenários previstos eram copiados dos romances de aventuras, das revistas de atualidade, dos filmes e das séries que passavam na televisão, das músicas que podia ouvir e guardar dentro do que era possível ouvir e guardar no Portugal daqueles anos.

          Como para milhões de jovens, dali, de outros países e de todos os lugares, um dos pontos de fuga e alternativa possíveis era a cidade de São Francisco. Por causa da ponte suspensa e das ruas paralelas e onduladas mostradas no Vertigo de Hitchcock ou no Bullit de McQueen, talvez, é provável; mas principalmente por ser a cidade eleita daqueles ingénuos bandos de rapazes e miúdas de longos cabelos floridos, «a whole generation with a new explanation», que pareciam anunciar (eles acreditavam que sim) o princípio do mundo. Um mundo outro, mais feliz, com toda a certeza, porque menos igual àquele que os (e nos) limitava. Por isso, como tantos mais, ouvi nesse verão, infinitas vezes, em loop eterno, o primeiro disco que comprei, contendo o hino de Scott McKenzie convocando para um encontro algures em San Francisco. Lugar para onde partiria, se me deixassem e o oceano não fosse tão largo, de olhos fechados e com um brilho na alma. Vai então, Scott, e, man, pá, «be shure to wear some flowers in your hair». É o mínimo.

            Cidades, Memória, Música

            Urbatetar

            Em As Cidades Invisíveis, Italo Calvino menciona as duas únicas maneiras de se chegar a Despina – ­­«de navio ou de camelo», esclarece – acrescentando que a simulada urbe se revela diferente «a quem vem por terra e a quem vem por mar». Distingue assim a forma múltipla de ler a cidade, aquela cidade e todas as cidades, consoante se privilegiem determinados aspetos: o modo de aceder à malha urbana, o sentido dos percursos contornando as ruas e os edifícios, as divergentes invocações da memória, o movimento perpétuo dos que a habitam, a própria distribuição dos fragores e dos silêncios. Schuiten e Peeters, autores de banda desenhada, traçaram mesmo, em O Arquivista, a figura do urbateto, o criador integral de cidades, capaz de projetar desde a ideia da sua existência à configuração infinita dos trajetos e dos enredos. Todos possuímos algum desse engenho: podemos escolher as vias, circular pelos lugares reinventando-os à nossa maneira, produzindo os nossos mapas, reduzindo o impacte da imagem dominante e apriorística, a «cidade real» que nos é imposta como os muros de uma prisão.

              Artes, Cidades

              Vida noturna

              Robert Doisneau

              O publicista e escritor irlandês Richard Steele escrevia em 1710, na revista satírica The Tatler, que tinha ido visitar um amigo chegado do campo para viver em Londres. Mas este encontrava-se já deitado quando, às 8 da tarde, Steele se apresentara em sua casa. Voltou na manhã seguinte, pelas 11 horas, para lhe dizerem que o amigo ia começar a jantar: «Rapidamente descobri que o meu amigo seguia religiosamente os seus antepassados e respeitava os horários usados na sua família desde a época da conquista normanda.» Dei algumas vezes exemplos análogos enquanto falava a turmas de alunos sonolentos sobre o imaginário aldeão dos tempos que antecederam a abertura das estradas e a chegada da eletricidade. Ali, como todos trabalhavam desde a alvorada, e o trabalho doía, todos se deitavam «com as galinhas», ficando os ruídos e as sombras da noite a cargo dos espetros e das bruxas, dos quais aliás ninguém duvidava. Mesmo nas nas cidades, as coisas não se passaram de forma substancialmente diferente até ao surgimento das festas aristocráticas e à abertura dos cafés por volta do século XVII, começando então a noite a ter uma animação inteiramente nova. Com o aparecimento da iluminação urbana e a multiplicação dos teatros o processo foi completado, alterando-se profundamente o uso social e as representações simbólicas da vida noturna. A noite fugaz mas persistente «das paixões recusadas, das paixões descabidas», gravadas a canivete nas mesas dos bares, Lins dixit, chegou bastante tarde mas para ficar.

                Apontamentos, Cidades, Olhares

                Guimarães 2012

                Foi fácil encontrar a melhor maneira de abrir este parágrafo. Começa assim: Eu gosto muito de Guimarães, já quase lá vivi, e as memórias que guardei são em geral boas ou muito boas. Também por lá passei fome quando andei clandestino, mas isso foi há tanto tempo que agora parece lenda ou episódio de romance. Gosto de alguns dos seus naturais e de os ouvir abrir as vogais, acho bonita uma boa parte da cidade e em Janeiro costuma fazer por ali um friozinho matinal que gela os pés e desperta a alma. Não partilho, não só por isso mas também por isso, da maledicência congénita de quem da empresa da Capital Europeia da Cultura apenas declara ou espera o pior. Como não aceito o bairrismo incontinente de quem descobre agora uma energia esquecida de propósito para poder ser revelada. Qualquer um sabe que a grande parte daquilo que está feito ou do que vai acontecer não saiu de um tesouro esquecido nas fundações de um velho edifício. É esforço comum, aberto quando ainda todos ingenuamente nos julgávamos escandinavos. O que não representará um mal, antes pelo contrário, se, no fim de tudo, quando os holofotes se apagarem, quando as ruas forem limpas e as secretárias esvaziadas, sobrar obra feita e pessoas e coletivos e a cidade e o seu termo ficarem a mexer. O que significará a ler, escrever, pintar, dançar, tocar. A expor, fazer teatro, ver cinema, debater este mundo e criar o outro. A fazer o sete, ou trinta por uma linha, sem precisar de um valente empurrão. Mas por enquanto ainda estamos de esperanças. Oxalá então tudo corra pelo melhor. Cá estaremos para aplaudir ou pedir contas.

                  Apontamentos, Cidades, Memória, Olhares

                  Discutir o futuro

                  Marie-Anne de Roumier Robert (1705-71), referida algumas vezes como «escritora feminista francesa», inventou o Reino de Futura no «conto moral» Les Ondins, publicado três anos antes de morrer. Situado não se sabe onde, para se lá chegar tornava-se imprescindível percorrer ao acaso uma estrada longa e repleta de obstáculos. Depois era necessário cruzar oito portas metálicas, a última das quais em ouro, encontrando-se todas elas protegidas por dragões, chamas, gigantes, serpentes aladas, sereias e uma fénix. Transposta a última porta, o viajante deveria então purificar-se atravessando um pequeno lago. Só então poderia penetrar no Reino. A vida que ali encontrava parecia-lhe, num primeiro olhar, justificar todos os trabalhos e sacrifícios pelos quais passara: os habitantes de Futura experimentavam uma imensa e infinita paixão pelo futuro. Mas cedo o viajante percebia os limites daquele aparente bem-estar, pois as constantes discussões sobre as formas que tal futuro tomaria impediam-nos de viverem felizes. Todavia, não sabiam viver sem elas.

                    Cidades, Devaneios, Olhares

                    A cidade dos buracos

                    Cittabella é, em Viaggio in Drimonia, o livro de Lia Wainstein editado em 1965 pela Feltrinelli, «a cidade dos buracos». Nela, todos os habitantes deambulam incessantemente, dando a sensação, a quem os possa observar a partir do exterior, de procurarem alguma coisa – um parente ou um amigo, um embrulho, uma carruagem, um animal de estimação – entretanto engolidos pelo chão. Ao mesmo tempo, medem cuidadosamente os passos, com o objectivo de evitarem a própria queda, que ainda assim consideram inevitável.

                      Atualidade, Cidades, Devaneios

                      CCCP e a torre dos suicidas

                      Palácio dos Casamentos em Vilnius, Lituânia

                      CCCP – Cosmic Communist Constructions Photographies é um álbum da Taschen que nos mostra, fotografados por Frédéric Chaubin, noventa edifícios estatais da União Soviética erguidos sensivelmente entre 1970 e 1990. Logo após a revolução de Outubro, a construção destinada ao alojamento de serviços públicos tornou-se uma prioridade do Estado; tratava-se de conceber e de organizar em larga escala todo um universo arquitectónico incandescente, em condições de projectar as possibilidades utópicas que a nova ordem política pretendia dinamizar. Os anos vinte corresponderam, por isso, a uma fase exuberante de crescimento da arquitectura soviética, fortemente influenciada pelas concepções suprematistas (a explosão controlada de formas geométricas) e construtivistas (projecções selváticas, ângulos provocatórios). A ascensão da rigidez formal do período estalinista, contudo, poria fim a essa dimensão de ousadia, conformando-a aos cânones do realismo socialista e acentuando-lhe a funcionalidade política, enquanto instrumento de propaganda e de ostentação do poder. Gigantismo e previsibilidade caminharam então a par, durante as décadas de 1930-1940, dando lugar a construções geralmente insossas, cinzentas, hoje completamente desinteressantes do ponto de vista artístico. (mais…)

                        Artes, Cidades, Memória, Olhares

                        Escadas pintadas

                        As escadas

                        Três curtos parágrafos sobre o «caso» da pintura das Escadas Monumentais da Universidade de Coimbra com propaganda eleitoral do PCP-CDU e da manifestação canalha e desproporcionada de uns quantos estudantes universitários, de negro trajados e com o estranho apoio da direcção da Associação Académica, que para a contestar se lhe seguiu.

                        Qualquer pessoa com alguma sensibilidade estética e sem uma perspectiva politicamente utilitarista que realmente tenha visto a «obra» – já ali projectada, aliás, noutras ocasiões eleitorais – sabe que não é um primor visual. Apesar de ser absolutamente legal, tal como a CNE acaba de confirmar, seria no entanto escusada, uma vez que se trata de propaganda algo agressiva, que com aquelas proporções é ecologicamente desajustada ao local. Não importa quem a realizou: se fosse o Bloco de Esquerda ou o CDS, a situação seria rigorosamente a mesma. Falamos não de um mural mas de uma pintura sobre a via pública, num local de passagem inserido na malha urbana da Universidade, onde todos os dias circulam obrigatoriamente muitos milhares de pessoas de todas as tendências ou opiniões, que não deveria sofrer intervenções desta natureza. Aliás, também não me agradaram as criações pseudo-artísticas e de diferentes origens que ali foram realizadas noutras alturas. Em causa está sobretudo o facto de se tornarem por vezes tão fortes, tão impositivas, tão «gritadas», que impedem os cidadãos de cruzarem a área de forma clean, fazendo a sua vida normal na fruição de uma cidade já de si bastante martirizada no equilíbrio das formas e dos espaços.

                        Todavia, a posição tomada pelo grupo de estudantes, que se serviu do facto para boicotar um comício do PCP-CDU, já me parece oportunista e absolutamente condenável. Foi, aliás, feita não em tom de crítica, mas sim sob a forma de gritos e de impropérios ofensivos, fazendo com que se perdesse a razão que poderia ser reconhecida a qualquer reparo. Já a posição da organização em causa, ou de alguns dos seus defensores, também foi exacerbada e num desajustado mas recorrente estilo «vitimizante». A mim, o que aconteceu parece antes uma mera expressão de parvoíce e de incultura democrática, vinda aliás de núcleos dessa estúrdia estudantil que nos anos oitenta os próprios estudantes da JCP, antecessores dos actuais, talvez sem o querer ajudaram a recriar. Mas essa é outra história, que fica para melhor altura.

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                          Esboços da utopia

                          originalmente publicado em heterodoxias|21

                          O governo soviético da década de 1920 foi o primeiro da História a deter um poder de tal forma pleno e colossal que lhe permitiu conceber de raiz redes de grandes bairros e até cidades inteiras, determinando rigorosamente o número, a dimensão e o desenho dos edifícios e das ruas, bem como a taxa de ocupação em cada área ou estrutura. Podia também escolher sem constrangimentos onde construir, como projectar o crescimento, como articular os novos espaços dentro de um equilíbrio idealizado entre a cidade e o campo, chegando a conceber e tipificar o aspecto, a exacta localização e mesmo o pormenorizado funcionamento das fábricas, dos escritórios, das escolas, dos hospitais, dos armazéns e dos edifícios destinados à habitação. O planeamento urbano num Estado todo ele planificado – que foi aquilo em que a Rússia soviética se transformou a partir de 1928 com a entrada em funcionamento do 1º plano quinquenal – não era uma ocupação menor; tratava-se, de facto, de organizar em larga escala e a partir da base, num esforço de design macro-comunitário, todo um universo que se pretendia radicalmente novo e profundamente dinâmico. Diante de tal projecto, como não compreender o entusiasmo dos quadros políticos, engenheiros, arquitectos, economistas ou geógrafos a quem foi atribuída essa tarefa gigantesca? (mais…)

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                            Tobruk

                            Tobruk

                            Até agora a palavra Tobruk evocava principalmente um filme americano de Arthur Hiller, estreado em 1967, com Rock Hudson e George Peppard nos papéis principais. Inventava-se ali a epopeia de uma brigada de judeus alemães que combatiam contra o poderoso Afrika Korps, de Rommel, durante a longa e dura batalha pela posse da cidade-porto mediterrânica. De Tobruk-o filme retinha as imagens a technicolor de explosões fictícias, golpes-de-mão forjados, falsas mortes e outros ardis desses que o cinema descobre para nos enganar. A perspectiva foi radicalmente alterada hoje, com a chegada das primeiras imagens de uma cidade liberta das garras de Kadhafi. As armas agora são reais e ainda disparam, é verdade, mas desta vez de júbilo e celebração. Gostaria de não voltar a olhar para Tobruk como para uma fortaleza triste e sitiada.

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