Entre a praga do «soundbite» e a arte do aforismo

Vivemos asfixiados pelo ruído do «soundbite». O curto fragmento de uma frase ou ideia maior, pautado pela concisão e pelo registo de fácil e imediato impacto. Prática comum na comunicação social norte-americana dos anos 70, espalhou-se depois globalmente, tornando-se um fator cada vez mais percetível e relevante da publicidade e da propaganda política. Na presente conjuntura de excesso de informação e de redução do peso da argumentação sustentada e complexa, associada a uma crescente passividade do pensamento e à dificuldade de concentração de muitas pessoas, o «soundbite» funciona, com a ajuda de televisão, jornais e redes, como poderoso fator de manipulação.
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