Os comentários, o macro e o micro
Escrevo textos de intervenção pública desde o início de 1969, e por isso habituei-me desde há muito aos múltiplos ecos produzidos por muitos dos que os lêem. Começaram por ser os da censura, traduzidos em cortes e em mais uma linha de relatório de algum subinspetor, mas foram também, sobretudo após o 25 de Abril, aqueles que chegaram através do correio do leitor ou então por contacto pessoal, normalmente os melhores porta esta via. De início mais espaçados, e em regra com uma marca de urbanidade, mesmo quando traduziam um desacordo parcial ou total, mas após a chegada da Internet, e sobretudo das redes sociais, passaram a ocorrer numa torrente sem fim e, como se sabe, por vezes de forma no mínimo de forma impensada e avessa ao diálogo.
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