O drama venezuelano e nós
Ontem, chegadas as notícias sobre a «vitória» de Maduro, por 51% dos votos – que este afirmou ter sido «por KO» – reparei nos primeiros países a reconhecê-la: Nicarágua, Cuba e Rússia. Onde, como se sabe, as eleições são apenas plebiscitos controlados. Calculei que a posição fosse secundada pelo PCP e fui procurá-la, mas por duas horas acreditei que um vento de bom senso teria introduzido alguma ponderação. Ao início da tarde, porém, saiu o previsível comunicado, na habitual língua de madeira: «O PCP saúda a eleição de Nicolás Maduro como Presidente da República Bolivariana da Venezuela, bem como o conjunto das forças progressistas, democráticas e patriotas venezuelanas. O PCP (…) condena a reacção do Governo português, alinhada com a política de ingerência dos EUA e da UE e quantos procuram animar a campanha promovida pela extrema-direita golpista.»
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