Pertenço ao grande grupo de cidadãos, politicamente de esquerda, que repudiando sem hesitação os hediondos crimes de genocídio cometidos por sucessivos governos israelitas de direita e de extrema-direita na Palestina, em particular em Gaza, não deixa de defender o direito à existência histórica do Estado de Israel. A par do da Palestina, evidentemente, sempre numa solução de dois Estados pacíficos e dialogantes que é a única justa e com futuro. Este é assunto sobre o qual tenho vontade de escrever um artigo fundamentado, o que farei lá mais adiante. Declaro isto apenas para poder afirmar que a espécie de desqualificada escória humana de «influencers» portugueses encaminhada para Gaza pela Embaixada de Israel em Lisboa, numa patética operação de propaganda e embelezamento da ocupação, só lhe fica muito mal e acaba até por prejudicar Israel, estimulando ainda mais o antissemitismo.

