Fanáticos do futebol & lunáticos antifutebol

Sempre que chega uma grande competição do futebol ao nível de seleções, lá emerge nas redes sociais a obsessão de quem papa tudo e, a par dela, a lengalenga de quem precisa odiar alguma coisa. Aviso à navegação: eu gosto muito de futebol, já joguei futebol e sei, como o meu mestre Camus, que o futebol é um dos melhores lugares públicos da confraternização humana, dando até sentido à vida de milhões de pessoas.

É claro que com ele habitam inúmeros podres, manipulações de natureza política, negociatas detestáveis e sem controlo, modalidades patológicas de fanatismo clubístico e formas extremas de violência. E é-me claro também que qualquer pessoa sensata só pode entender que quem não gosta deste desporto – ou, ainda que goste, não aceita os seus exageros – se sinta incomodado com a «overdose» diária que é forçado a engolir nestas alturas.

Também o acho excessivo e. em alguns momentos, mesmo insuportável. Mas isto não autoriza seja quem for a exibir em público juízos que não apenas depreciam a modalidade – btw, também não gosto de ténis e não agrido quem dele gosta –, como são insultuosos, por vezes muito, para quem a aprecia. Exprimindo-o até com uma espécie de sentimento de superioridade que, na realidade, é desnecessário e bastante bacoco.

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