Palito à bolonhesa

Na sequência das alterações nos cursos introduzidas pelo Processo de Bolonha, o Diário As Beiras, de Coimbra, reporta a preocupação de alguns sectores da academia com a necessidade de reestruturar o código da praxe. Perante a mudança e a inovação – para o bem e para o mal, mas essa é outra questão – há pois que refrear os ânimos e reconquistar a quietude. A confusão instala-se: «serão criados novos títulos com termos antigos que serão recuperados». Os problemas sucedem-se: os estudantes quartanistas não podem seguir no cortejo da Queima das Fitas porque vão deixar de existir estudantes quartanistas. O mapa dos festejos académicos será voltado do avesso. Mas não há que entrar em pânico, pois, de acordo com o dux veteranorum, existe «um grupo de trabalho» a congeminar uma solução. Definitiva, presumo. E esse grupo tem a que se agarrar: «Estamos a investigar o Palito Métrico, para saber como é que antigamente se designavam os estudantes em termos hierárquicos». Calculo que a investigação seja demorada, pois o Palito Métrico – destacado da mais livre Macarronea Latino-Portugueza – tem, nas edições que conheço, 14 (a 1ª, de 1746) ou 7 páginas (numa mais serôdia, de 1965), com diferenças de conteúdo entre si. Nestas coisas, porém, não há tempo que chegue, pois é preciso andar para a frente, para trás, aos triângulos e aos círculos. Como em qualquer investigação, bem entendido.

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