Os ganhos e as perdas

É sempre difícil fazer uma apreciação dos resultados das eleições autárquicas fundada apenas em operações simples feitas com a máquina de calcular. A dificuldade é imposta pela intervenção de fatores pessoais (como as capacidades ou o prestígio público de determinados candidatos), circunstâncias locais (entre eles as redes clientelares ou a existência de problemas regionais muito concretos) e particularidades orgânicas (sobretudo no que diz respeito à apresentação de coligações eleitorais e, agora, também ao crescente papel das listas de independentes). Por isso, nada como tentar transformar o complexo em simples e olhar as eleições não na mera perspetiva dos números, mas sob um ângulo mais amplo, capaz de permitir a observação de algumas das suas dinâmicas. (mais…)
